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Planos de Contas | Estrutura básica



01/04/2013


Planos de Contas | Estrutura básica para organização das informações para tomada de decisões

É chamado Plano de Contas o conjunto de contas criadas para atender as necessidades de registros dos fatos administrativos, de forma a possibilitar a elaboração das demonstrações contábeis e dos principais relatórios para atender a todos os usuários da informação contábil. Deve ser personalizado e criado antes do seu uso. Por isso, é necessário planejar a sua estrutura, de maneira que possibilite o melhor dos resultados no trato das informações contábeis.

Seu principal objetivo é estabelecer normas de condutas para registro das operações, levando em conta a necessidade de informação dos gestores da empresa, formato compatível com as normas brasileiras de contabilidade e possibilidade de adaptação às exigências dos agentes externos.

Função do plano de contas

Possibilitar o controle do patrimônio da empresa contabilizada com o registro de todos os fatos administrativos, em rubricas (contas), de maneira que se tenha, de forma rápida e precisa, o valor e a descrição dos elementos patrimoniais e dos resultados em condições de classificação e acumulação de dados.

Usuário da Informação contábil

A contabilidade por ser um sistema de informações, tende a ter inúmeros usuários. O primeiro sempre será os gestores da empresa. Os demais são o governo, credores, fornecedores, clientes, bancos, investidores etc.

Condições para sua elaboração

Tomar certos cuidados, tais como, atender as necessidades de informações de seus principais usuários, a classificação deve partir do geral para o particular, ser codificada, os títulos das contas devem ser claros e precisos, deve ter flexibilidade para ampliação etc.

Codificação e obtenção dos saldos

A sequência de codificação é denominada graduação ou níveis do Plano de Contas. Assim, a primeira codificação 1 e 2 são para as contas patrimoniais (Ativo e Passivo) e 3 para as contas de resultados (Receitas e Despesas), chamadas de Plano de Contas de primeiro grau. A medida que vamos detalhando o plano, denominamos Plano de Contas de segundo grau (para detalhamento do primeiro grau), de terceiro grau (para detalhamento do segundo grau), e assim sucessivamente.

Contas sintéticas e analíticas

São denominadas contas analíticas aquelas que representam os elementos patrimoniais em seu maior grau de detalhamento. Seu saldo é conseguido através de lançamentos, ou seja, dos registros de cada fato administrativo.

São consideradas sintéticas, as contas cujo saldo é conseguido através da somatória do saldo de duas ou mais contas analíticas, ou de duas ou mais contas sintéticas. As contas sintéticas não recebem lançamentos e são os de menor grau.

Elenco de contas

A estrutura do Plano de Contas é complementada por um conjunto de normas, contendo a descrição, a aplicação e critérios sobre o uso de cada uma das contas, denominado de ‘Manual de Contas’. Com a adoção da escrituração digital (SPED) foi elaborado um Plano de Contas Referencial. A empresa deverá cadastrar seu plano de contas próprio e ao mesmo tempo indicar as contas correspondentes no Plano de Contas Referencial. Com este procedimento, pretende-se, que a DIPJ e o LALUR sejam extraídos automaticamente pelo sistema.

Segue como modelo, uma estrutura simplificada de um Plano de Contas com 4 graus:

 

ESTRUTURA BÁSICA DO PLANO DE CONTAS SIMPLIFICADO

CONTAS PATRIMONIAIS

 

ATIVO 

ATIVO CIRCULANTE 
 Disponível 
 Contas a Receber 
 Outros Créditos 
 Estoques 
 Despesas do Exercício Seguinte

 

ATIVO NÃO CIRCULANTE 
    Realizável A Longo Prazo 
 Contas a Receber 
 Estoques 
    Permanente 
 Investimentos 
 Imobilizado 
 Intangível 
 (-) Depreciação Acumulada 
 (-) Amortização Acumulada

 

PASSIVO 

PASSIVO CIRCULANTE 
 Obrigações Sociais e Fiscais 
 Contas a Pagar 
 Lucros a Distribuir 
 Empréstimos Bancários 
 Outras Contas a Pagar

 

PASSIVO NÃO CIRCULANTE 
    Exigível a Longo Prazo 
 Financiamentos Bancários 
    Resultados de Exercícios Futuros 
 Receitas Diferidas 
 (-) Custos e DespesasDiferidas 

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 Capital Social 
 Reservas 
 (-) Ações em Tesouraria 
 Lucros ou Prejuízos Acumulados

CONTAS DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

 

RECEITAS OPERACIONAIS
 Receita Bruta de Vendas 
 (-) Deduções da Receita Bruta

 

CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS
 Insumos 
 Mão-de-Obra Direta 
 Outros Custos Diretos 
 Custos Indiretos de Produção

 

DESPESAS OPERACIONAIS
 Custo das Vendas 
 Despesas com Pessoal 
 Despesas Administrativas 
 Despesas de Comercialização 
 Despesas
 Tributárias 
 Depreciação e Amortização


RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
 Receitas Financeiras 
 Despesas Financeiras


OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
 Outras Receitas Diversas 
 Outras Despesas Diversas

 

RECEITAS E DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
 Despesas Não Operacionais 
 Receitas Não Operacionais

 

CONTAS DE APURAÇÃO DE RESULTADO
 Resultado do Exercício




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